O mercado de trabalho na construção civil viveu um boom de formalização nos últimos nove anos. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 95,2% desde 2003.
 

A média geral de variação da população ocupada com carteira foi quase a metade no mesmo período, ficando em 48,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A falta de mão de obra no setor fez com que empresas tomassem iniciativas para reter seus funcionários. Os trabalhadores, cientes de sua valorização, passaram a exigir benefícios maiores.

Na indústria, o número de empregos formais cresceu 28,5% entre 2003 e 2011; e no comércio, 47%. Desde 2003, a população ocupada cresceu apenas 21,3%, chegando a 23 milhões em maio deste ano, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

De acordo com o IBGE, 1,7 milhão de pessoas trabalham na construção civil nas seis regiões metropolitanas englobadas pela PME. Foram criadas cerca de 325 mil vagas no setor desde 2003 — preenchidas em sua totalidade pelos novos 337 mil trabalhadores formalizados.
 

Valor Econômico

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