O episódio envolvendo o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e sua possível afronta ao decoro parlamentar não pode abalar a imagem da Instituição Senado Federal. A opinião é do líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA).

Suplente no Conselho de Ética, que ouve, nesta terça-feira (29/05), o depoimento do ex-líder Democrata sobre suas relações com o contraventor Carlos Augusto Ramos – o Carlinhos Cachoeira, Pinheiro disse que ouvir as argumentações do acusado é “dever de ofício”.

“Não posso fazer pré-julgamento, mas acho que todos temos a mesma obrigação sobre essa questão do decoro parlamentar, em qualquer ato que pratiquemos”, avaliou.

Sobre as informações de que o senador goiano estaria trabalhando arduamente na sua absolvição, o líder petista diz que tudo são especulações. “Absolver ou não um parlamentar depende do critério de cada um, mas é importante ter em mente que um mandato não pode definir a duração de uma instituição”, resumiu.

Ele explicou que o mandato de um senador dura apenas oito anos e que o Senado é permanente. “Nós temos prazo marcado, mas a Instituição, não, concluiu.

Giselle Chassot

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